PRIMEIRO AMOR

2008 Março 18
by Vê Barros

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Antigamente o primeiro amor acontecia na escola, aquele amor que fazia o coração descompassar. O rosto afogueava, as pernas tremiam que nem vara verde. Esses fatos ocorriam independente para homens ou mulherer, quer dizer, meninos ou meninas. Hoje, olhando por outro ângulo, os adolescentes estão descobrindo tudo muito mais rápido, o mundo, a vida, as impossibilidades, as paixões e o amor. Antigamente o pátio das escolas era o “point“, onde tudo acontecia. Os meninos fazendo pose de ” tô nem aí“, mas disfarçando os olhares na direção da garota especial. Quando percebia que a garota não dava bola, o coração ficava apertado… E pensavam: “não poderei dar o braço à torcer“. Tudo isso para não passar vergonha com os amigos. Diferente das garotas, que faziam questão de contar para a melhor amiga e para o diário sobre seus sentimentos. Faziam-se felizes quando o coração sangrava de paixão e de dor pelo amor. Toda vez que a garota encontrava o mocinho dos seus sonhos, sentia-se boba, ficava com as faces avermelhadas e procurava esconder suas reações somente do garoto. Assim passava-se o ano ou anos. Fim de escola e muitos anos depois, e um dia qualquer, descontraídos com amigos em comum descobrem que seus desejos eram correspondidos… e infelizmente nesse momento sobra apenas o gosto do doce-amargo, por finalmente descobrir que o amor era recíproco entre ambos.

Hoje os adolescentes não mudaram muito, apenas mudaram o cenários das suas paixões, mudaram para o fantástico mundo “virtual”, amizades virtuais, diários virtuais, namoro virtual. A Tecnologia acabou por propiciar o devido “acobertamento” dos pudores juvenis, eles expõem e se mostram para o intelecutor. Usam os comunicadores instantâneos, webcam, amam sem medo de passar por uma rejeição.

E assim vivemos no mundo virtual, onde alguns consegue transformar o amor virtual para amor real, e outros que infelizmente não sai da telinha do computador, vivendo o “fantástico mundo de BOB” (mundo virtual ou imaginário).

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