Através das palavras, sou levada pra lá de todo o começo, e atrás de mim existe uma voz insistindo que eu exponha todas as palavras necessárias que estiverem no meu íntimo. Essas palavras me encontraram e agora dizem sobre estranhas dores, estranhas faltas, estranhos amores. Talvez, essas palavras já tenham me levado até o limiar de minha própria história, e depois de passado alguns anos e com pensamentos diferentes sobre esses estranhos sentimentos, resolvi entrar em cena.
Saí do mundo do faz de conta em que eu me encontrava e voltei para o mundo real disposta a limpar gavetas, rever bilhetes velhos, cartas de amores passados. Algo que eu pudesse olhar, imaginar, meditar ou simplesmente sentir.
Perdi o parâmetro por alguns momentos. Senti minhas recordações próximas como uma transparência calma, profunda e indefinidamente aberta para deixar levar-se. Não há nada que eu possa fazer, além de escrever, então deixarei meu pensamento viajar como um barco à deriva.
Da apreciação feita com a proclamada delicadeza nada restará, apenas uma existência transitória destinada sem dúvida a apagar-se.
Tudo na vida tem uma validade que nos coloca sobreaviso, e talvez de tudo tenha restado algo, que só se possa enxergar quando possível ao olhar novamente para trás com tranqüilidade, e selecionar entre tantas visões, imagens, olhares e pensamentos, uma história que pudesse descrever esse esboço ou ruínas de uma obra que sou capaz de fazer e surpreender.
São apenas detalhes de uma vida que renasce absolutamente novo, em cada um dos seus pontos, a todo o momento, com toda frescura, a partir das coisas, dos sentimentos ou dos pensamentos. Escuto, reflito, questiono, contesto. Faço tudo isso mentalmente, diligentemente. Sei agora qual é a palavra que eu quero que me conduza e que se aloje no meu próprio ser… Apenas amor!
Oi Vê, td bem? Ficou super legal seu novo blog! E esse seu texto, maravilhoso! Bjs.