Fim do Mundo… Existe. E é logo ali!

Conhecemos o fim do mundo.
É. Pode acreditar.
Cidade onde ninguém sabe nada, ninguém conhece nada e gosta de responder o que a gente não pergunta, porque responder o que a gente quer saber ninguém sabe. Por conseqüência dessa meleca de viagem que fomos obrigados a fazer com certa urgência, aprendemos a detestar as pessoas e o próprio lugar. Ta… Vou explicar melhor. Acolhemos em nossa casa uma menina de 15 anos da cidade de Machacalis. Ah! Não conhece? Eu também não conhecia. É uma cidadezinha do norte de Minas. Fundada pelo Sr. Exupério Pereira (não me pergunte quem é ou o que foi este cidadão), sei que a cidade tem esse nome porque um grupo de indígenas MAXAKALY vive na região.
Picture by Vê Barros
Voltando para o causo.
Acolhemos essa desgramada de uma figa. Demos amor, carinho, documentos (que nem isso tinha). Demos tudo que uma menina da idade dela precisa. O que ganhamos em troca??? Ingratidão, deslealdade. Enfim… Agora não adianta chorar pelo leite derramado.
Por muitas coisas desagradáveis que acabaram acontecendo, resolvemos levá-la de volta para sua “cidade natal”.
Entrei no carro enjoada, com dor de cabeça. Liguei o som alto, para não ter que ouvir de fundo o “arls-orls-iés-not” (um inglês que só ela entendia). Péssimo.
Pegamos a Fernão Dias, que nos fez lembrar música sertaneja, peão de boaiadeiro. Fiofó Del Mundo é logo ali, sim senhô! Mais ou menos isso.
Tanto é que, para achar a rodoviária, primeiro perguntamos para uns cinqüenta neguins. Como nenhum conseguia explicar, resolvemos seguir as placas e nossa intuição. A gente perguntava e o povo respondia: “ é logo ali moça! Segue em frente… toda vida… vá embora…” Que bosta!
Todo TEMPO perdido.
Tempo tentando encontrar a rodoviária;
Tempo esperando um FDP chegar para pegar a menina;
Tempo esperando uma alma viva explicar direito determinado lugar, determinada dúvida;
Tempo esperando a hora do ônibus da cidade sair, porque ficamos duas horas na maldita rodoviária esperando alguém da família da menina aparecer, mas ninguém apareceu para buscá-la;
Tempo procurando um hotel decente para descansarmos, porque hotel decente naquela cidade, além de ser no Fiofó Del Mundo, só recebia com reserva antecipada. A desculpa era: “Já estamos com todos quartos ocupados”.
Não conseguimos ver beleza naquela cidade tão histórica. Olhei várias vezes em volta aquelas avenidas e ruas, repleta de gente feia e desatualizada.
Enfim, achamos um lugarzim, pa descançá os péis um poquim.
Pegamos a estrada de volta pra casa. Não víamos a hora de chegar na nossa terra adorada, querida!
Picture by Vê Barros
Minha Preciosa:
Contigo mato minha sede. Bebo-te quente como um licor, beijo sua boca até te matar.
Quem sou?
O própio…
Sedento, porem, vossa disposição.
*curva-se*
Afinal, a guria voltou ou ficou?
PS: como diria Monty Python:
Always Look On The Bright Side Of Life!
Caramba praticamente 1 dia na estrada…. isso dá +- 1.000 KM.
Deve tert sido pra lá de exaustivo e estressante
Machacális!
Pelo visto a viagem foi meio às pressas… Espero que tudo tenha se resolvido da melhor forma.
Oi Vê,
Sim, eu sempre leio os seus escritos, mas acontece que eu sou muito preguiçoso para comentá-los. Mas isso não significa que eu não os aprecie. Esse último está especialmente saboroso.
Beijão
@Vê
Vem aqui, que eu mesmo faço uma seção exclusiva de “batismo” com 8 horas de duração
Oi Vê, td bem? Deu até pra sentir aqui o desgaste da viagem! Não é mole não rs. Bjs!
Ola, passando aqui para conhecer blog.
Abraços
Ahhh loco… olha o cobra aqui xD
Receber uma visita do cobra tais podendo hein
….
Agora extasiante mesmo é receber uma visita do mestre PD.
Puxa… pela sua raiva deve ter acontecido coisas graves. Mas é chato quando nos deixamos levar por este sentimento, pq acabamos por não aproveitar nada e tudo fica ruim mesmo. Mas fazer o que? Nem todos os momentos podem ser bons, não? Agora, quanto à cidade, também nunca ouvi falar e sou Mineiro, uai.
Só que Minas tem mais de 800 municípios. É querer demais tb saber da existência de cada um…