
Tudo começou há 01 ano. Na faculdade. TROCANDO IDÉIAS e outros afins com a turma.
Meu BLOG.
Até tinha outro. Básico. Eu vivia escrevendo sobre buscas e vazios não preenchidos, e até chegava a pensar: Isso ficou realmente muito bonito… Bahhhhhh.
Pode até ter ficado, mas faltou algo. Talvez, mais sentimentos. Mais realidade. Mais idéias.
Então se perdeu.
Vira e mexe encontro ele lá. Perdido. Escondido. Camuflado. Ainda passo por lá porque fiz muitos amigos. E fiz lá. E lá, continuam.
Vivia escrevendo poemas. Meus e dos outros. Escrevendo as músicas. Letras que eu achava bacana. Românticas e realistas. Enjoei.
Aqui eu escrevo sobre tudo. Tudo o que sinto. Tudo o que senti, e que talvez, ainda sentirei.
Escrevo sobre amores mal resolvidos, sentimentos achados e perdidos. Momentos completos e incompletos. Tristezas e alegrias que teimam em surgir. E escrevendo, deixo aqui fora um aperto no coração. Porque tudo o que escrevo, é algo que vivi.
Então, vou preenchendo um vazio ou outro, meu e das pessoas que passam por aqui e se identificam. O blog transforma o amor incerto em certo, concretizando aquilo que até eu mesma duvidava que existisse.
As vezes sinto saudades de enxergar-me dentro desse meu espaço. Sinto saudades de me enxergar em meus próprios escritos. Não é sempre que dá.
É aqui que deixo minhas alegrias, explicações, receios, confusões, apelos. Sem rimas e sem versos. Apenas palavras que quero viver… Viver para sempre.
Parabéns meu BLOG!!!!

Picture by Paisagens locais PARQUE TANGUÁ
Gigante de águas que corta as fronteiras
E as selvas bravias do imenso sertão
Azul como o emblema da nossa bandeira
Banhando as divisas da nossa nação
Unindo os estados do Sul e do Norte
Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Pará
Suas curvas fidalgas enfeitam seu porte
E as lindas paisagens do “azul Paraná“.
Suas águas serenas são lágrimas virgens
Vertidas da terra, que encanto lhe dá
No seio das matas, tiveste a origem
Que hoje se espelham no “azul Paraná“.
O canto das aves, o cheiro das flores
O grito de guerra do índio tupi
Embalam teu sono cantando louvores
E enquanto tu dormes, velamos por ti
Audazes bandeirantes em eras passadas
Buscaram esmeralda que em teu seio está
Com sangue escreveram teu nome na espada
Heróis que tombaram no “azul Paraná“.
Montanhas e serras atrás vai deixando
Pra onde caminhas ninguém saberá
Saudades, esperanças, contigo arrastando
No espelho das águas do “azul Paraná“.
CASCATINHA & INHANA
Ela está sempre comigo. Alphaville. Bem onde o vento faz a curva. No café da manhã, no almoço, por e-mail, no telefone, na academia, nas idas e vindas, na troca de idéias. Até nas aporrinhações do dia-a-dia. Risos e desabafos. CRIS mais uma vez. A CRIS que me faz bem, que sempre tem tempo pra me ouvir. Em quem eu finalmente encontrei um não, mas dois ouvidos que me escuta. Não ouvidos centrados em sua própria vida. A CRIS já me conhece. De verdade. É ela que sempre sabe a melhor piada para me fazer rir quando eu já não vejo mais “graça” nos problemas diários. A piada pode ser contada errada, pode ser sem graça, mas mesmo assim, ela consegue me fazer sorrir. A CRIS que sempre estende a mão para ajudar, apoiar quem for. A CRIS esquecida, atrapalhada, engraçada. Não importa. É a CRIS de todas as horas. De sempre. Que está comigo, que não está comigo, que sempre estará comigo. A amiga linda que me faz rir, porque mesmo não estando com ela agora, lembrando das atrapalhadas e das maluquices acabo rindo. Me faz rir a caminho da academia… e de volta para casa. A CRIS que faz passar minha dor de estômago de nervoso, de tristeza. Que está sempre do meu lado: “vamos, vamos, vamos”. As vezes, não animada porque ela também tem muitos problemas, e talvez até mais do que eu, mas que mesmo assim, com tudo, tenta animar. A CRIS que me conta as novidades com uma voz cheia de sonhos. E me dá de presente sua voz plena de expectativas. Uma amiga que não se tem igual. Que não se encontra em lugar qualquer. A CRIS que está aqui ou ali como ninguém esteve. Que me acolhe com reclamações e tudo, como sempre. Em nossos momentos mais doidos e engraçados. Em nossos momentos tristes. Momentos que ninguém tira da gente. A CRIS que adoro.


Conhecemos o fim do mundo.
É. Pode acreditar.
Cidade onde ninguém sabe nada, ninguém conhece nada e gosta de responder o que a gente não pergunta, porque responder o que a gente quer saber ninguém sabe. Por conseqüência dessa meleca de viagem que fomos obrigados a fazer com certa urgência, aprendemos a detestar as pessoas e o próprio lugar. Ta… Vou explicar melhor. Acolhemos em nossa casa uma menina de 15 anos da cidade de Machacalis. Ah! Não conhece? Eu também não conhecia. É uma cidadezinha do norte de Minas. Fundada pelo Sr. Exupério Pereira (não me pergunte quem é ou o que foi este cidadão), sei que a cidade tem esse nome porque um grupo de indígenas MAXAKALY vive na região.
Picture by Vê Barros
Voltando para o causo.
Acolhemos essa desgramada de uma figa. Demos amor, carinho, documentos (que nem isso tinha). Demos tudo que uma menina da idade dela precisa. O que ganhamos em troca??? Ingratidão, deslealdade. Enfim… Agora não adianta chorar pelo leite derramado.
Por muitas coisas desagradáveis que acabaram acontecendo, resolvemos levá-la de volta para sua “cidade natal”.
Entrei no carro enjoada, com dor de cabeça. Liguei o som alto, para não ter que ouvir de fundo o “arls-orls-iés-not” (um inglês que só ela entendia). Péssimo.
Pegamos a Fernão Dias, que nos fez lembrar música sertaneja, peão de boaiadeiro. Fiofó Del Mundo é logo ali, sim senhô! Mais ou menos isso.
Tanto é que, para achar a rodoviária, primeiro perguntamos para uns cinqüenta neguins. Como nenhum conseguia explicar, resolvemos seguir as placas e nossa intuição. A gente perguntava e o povo respondia: “ é logo ali moça! Segue em frente… toda vida… vá embora…” Que bosta!
Todo TEMPO perdido.
Tempo tentando encontrar a rodoviária;
Tempo esperando um FDP chegar para pegar a menina;
Tempo esperando uma alma viva explicar direito determinado lugar, determinada dúvida;
Tempo esperando a hora do ônibus da cidade sair, porque ficamos duas horas na maldita rodoviária esperando alguém da família da menina aparecer, mas ninguém apareceu para buscá-la;
Tempo procurando um hotel decente para descansarmos, porque hotel decente naquela cidade, além de ser no Fiofó Del Mundo, só recebia com reserva antecipada. A desculpa era: “Já estamos com todos quartos ocupados”.
Não conseguimos ver beleza naquela cidade tão histórica. Olhei várias vezes em volta aquelas avenidas e ruas, repleta de gente feia e desatualizada.
Enfim, achamos um lugarzim, pa descançá os péis um poquim.
Pegamos a estrada de volta pra casa. Não víamos a hora de chegar na nossa terra adorada, querida!

Aproveitei o último dia de Dezembro para fazer uma reflexão sobre o ano que agora finda e o novo que se inicia. A época é propícia a balanços, e tomei a decisão de fazer uma retrospectiva pessoal. Foi um ano complicado. Talvez não tão complicado quanto as complicações que afligem tanta gente ao redor de um mundo cinzento, e sempre à beira de um ataque de nervos. Mas ainda assim, complicado o suficiente para que eu tenha dado uma pausa, um passo atrás, pra ver de forma um mosaico que, visto pelo lado de dentro como eu via até então, carecia de qualquer forma identificável em meio ao caos.
O amor continua bem. Obrigada. De vento em popa. Um amor que se deve guardar, manter. Agora, o resto… Sobrevivi a uma empresa forte (tornada medíocre por sua má e imbecilizada direção), que atualmente não é mais que um remedo de retalhos mal costurados. Segui em frente quando até a vontade de gritar havia sido englobada no imenso cansaço de um ano terrível.
Chegara a hora de colocar em prática aquilo que sistematicamente vinha protelando. Os problemas do passado, ao passado pertencem, falando das desgraças de outrora, ainda que delas aproveite sempre. Quero ir além! Quero enterrar memórias que muito me marcaram sem deixar de assumir parte da minha responsabilidade. Sinto-me igualzinha ao que fui ontem, anteontem, mas confesso que tentarei, desta vez, não ficar indiferente à data do calendário. Ano Novo, Vida Nova.
Agora me pergunto: “E como será 2009?” E, no final deste recém-nascido, quando eu estiver fazendo novas reflexões, avaliando como ele foi, preparando-me para mais uma virada, o que será que vou constatar? É, tenho que começar a mexer meus pauzinhos, senão não vai rolar. Já sei que não adianta fazer novas promessas, nem mil preces, muito menos procurar simpatias ou o diabo a quatro. O segredo de tudo será simplesmente; QUERER, QUERER E ACREDITAR que tudo acontecerá… ops… Pra melhor, é claro!
E como o assunto principal aqui é o desenvolvimento e crescimento, terei que seguir por novos caminhos. Não dá mais para insistir em velhos hábitos, nas práticas que nada comprovam. Não adianta querer a mudança sem querer mudar. Não, pera lá … Aí, não dá, né? Quer moleza nega? Senta no pudim!
2009 está aí, novim em folha. Chega de lamentar… Se 2008 não foi muito bom, 2009 será. Então é isso. Feliz o que quer, que seja pra todos. Vamos deixar 2008 falecer em paz.
Picture by Vê Barros